sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Novo casamento e a Graça


 C erta vez um homem casado, cristão, divorciou-se porque o amor havia acabado, então encontrou com uma irmã do seus sonhos, casou novamente e teve dois filhos, estava feliz com a nova família, até que certo dia meditando na palavra de Deus leu em Mat 5:32 - "Mas eu lhes digo: todo homem que mandar a sua esposa embora, a não ser em caso de adultério, será culpado de fazer com que ela se torne adúltera, se ela casar de novo. E o homem que casar com ela também cometerá adultério.", então achou que estava em pecado por ter casado novamente sem uma justificativa bíblica. Expôs seu problema para a atual esposa e disse que precisava resolver esta situação, que ele não podia ficar assim, que era errado. Procurou a primeira esposa e mostrou o texto de Mateus e convenceu a ex-esposa que estavam vivendo em desacordo com a palavra, portanto em pecado. Resolveram se acertar perante Deus, o homem largou a nova família, sua esposa e os dois filhos, sob pretexto de que precisava se arrepender e voltar para o primeiro casamento.

E como fica a nova família, a esposa e os filhos do segundo casamento? Será que foi correto o que este homem fez? O que a bíblia nos diz?

Há situações em que o divórcio pode ter ocorrido conforme as instruções bíblicas, por infidelidade (Mat. 5:32) ou porque um dos cônjuges não cristão desejou a separação (1 Cor. 7:15), em ambas as situações o quadro apresentado é justificado pelas escrituras como motivo para o divórcio, mas e quando não ocorreu nenhum desses motivos? Aliás este foi o assunto do último post.

Graças a Deus, graça é de graça, não depende das nossas ações, da nossa vontade, pois se dependesse da nossa vontade, da nossa força, jamais seríamos alcançado pela graça e jamais seriamos justificados por Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador, por meio do qual nós nos tornamos filhos adotivos e participantes da mesma promessa dos Judeus.

Mas qual é a relação da graça com o novo casamento? Ora, tem tudo haver, pois se não fosse esta graça, estaríamos em desgraça e em pecado, além do mais como justifica um novo casamento ser mais abençoado por Deus que o primeiro? Somente a graça para fazer algo assim. Alguns irão questionar a legitimidade o novo casamento, que isto é fora dos padrões bíblicos, que é pecado, etc. O próprio Jesus, disse que quem repudia sua esposa(o) e casar com outra(o) comete adultério ((Mat 5:32). Por isso que a graça é formidável, é maravilhosa, não olha para nossas ações, indepedente do que somos, do que fizemos ou fazemos. Mas nem por isso vou sair cometendo todos os pecados que tenho direito, para que a Graça me alcance novamente? Não estou afirmando que é por isso que os irmãos que estão no segundo casamento estão justificados diante de Deus, pelo contrário todos de alguma maneira estão sofrendo as consequências de seus atos. O meu foco é sobre como a graça de Deus, transforma algo incompreensível pelo homem em algo formidável diante do próprio homem.

Vejamos o exemplo de Davi, que tinha um coração segundo a vontade Deus. O grande Rei Davi, mandou Urias para uma batalha aonde sabia que este seria morto, querendo ocultar seu pecado, pois Davi tinha adulterado e engravidado a esposa de Urias (2 Samuel 11). Como nada fica encoberto diante de Deus, veio então a conseqüência das ações de Davi, o filho da infidelidade morreu (2 Sam 12:13-19), mas a graça superabundou onde o pecado abundou, Davi e Bateseba, a ex-esposa de Urias, foram pais de Salomão, o homem mais sábio que já existiu e que o mais incrível é que este filho foi contado na genealogia de Jesus (Mat 1:6). Isso é a graça de Deus agindo em um casamento que foi inicialmente ilegal, e olha que era na época da Lei. Pela Lei tanto Davi quanto Bateseba deveriam ser punidos com a morte, mas a graça foi maior e os preservou.

Infelizmente o homem mencionado no início do post era um legalista, deu mais importância a letra do que para a graça, com isso a segunda separação foi pior que a primeira, está mais errado agora do que antes, mas o que fazer? A dor da primeira separação era passado, as conseqüências estavam sendo cicatrizadas, mas agora uma ferida maior abriu no coração daquela família que foi destroçada por uma atitude legalista, separar da segunda esposa com a justificativa de que precisa reatar o laço da primeira união. Mas e a segunda esposa? 

Então pela graça devemos agir com um filho graça e não como um filho da lei. Mesmo na época da graça há muitas pessoas que insistem em criar leis, tradições, rituais, dogmas onde apenas a graça deveria reinar. Arrependam-se verdadeira para que a graça possa curar feridas e libertar almas.

Graça e Paz

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