terça-feira, agosto 23, 2011

Homessexualidade - 2ª Parte

 A  homossexualidade sempre esteve presente na história da humanidade, mas nunca teve uma linha uniforme de tratamento, os povos e suas culturas tratavam o assunto de forma diferente, enquanto que hebreus, egípicos e assírios eram contras as práticas homossexuais outros povos tinham na sexualidade incluindo as práticas homossexuais como parte da cultura e sua adoração a seus deuses.

Os cananeus, que adoravam a Baal cujo culto incluia atividades sexuais, eram favoráveis a prática do homossexualismo, como uma forma de adoração a seus deuses, é neste contexto que Deus instruiu o seu povo a não participar e nem praticar este tipo de atividades, pois estavam totalmente ligados a idolatria a Baal (Dt. 23:17-18).


O culto a Baal se concentrava nas atividades sexuais, os cananeus tinham práticas sexuais perverertida e requeriam os serviços de homens e mulheres prostituta como sacerdotes de Baal, em alguns lugares os homens eram castrados para servirem como sacerdotisa, Dt. 23:18 a palavra sodomita em hebraico קָדֵשׁ (qadesh) significa "prostituta do sexo masculina", o que nos dá a idéia da atividade sexual pratica pelo homem sacerdote(isa), por isso Deus considera abominação para o seu povo o deitar como se fosse mulher (Lev 18:22). Olhando sob este panorama, é provável que os habitantes de Sodoma e Gomorra também eram participantes de um culto similar, tendo em vista o contexto da palavra sodomita, embora o texto não seja claro quanto a este assunto.

A antropologia tem estudado o comportamento homossexual em suas divertas culturas e tem constatado que a muitos dos povos adotava prática homossexual na formação juvenil, em algumas tribos da Nova Guiné as primeiras experiências sexuais do jovem masculino eram com homens mais velhos. Nesta cultura o homem só ganhava o direito de casar-se após iniciar-se nesta pratica e também iniciar alguem mais jovem, somente após isso podia constituir família. Embora muitos homens casados continuassem mantendo essa prática, as relações homossexuais exclusivas e lésbicas como conhecemos hoje eram desconhecida para estes povos.

Na grécia antiga era comuma prática da pederastia "paiderastia" (amor por garotos) , relação que acontecia entre um homem mais velho (erastes) e um adolescente (eromenos). O papel do ativo estava associado a masculinidade do homem e era considerado normal esta prática, porém existiam certas regras para proteger o jovem da vergonha social, por ser penetrado sexualmente.  Era obrigação do erastes, progeter, educar, amar e agir como um exemplo para seu amante, cuja recompensa era a sua juventude e beleza. O eromenos deveria honrar e respeita o homems mais velho, mas não podia desejá-lo, sob pena de sofrer como a vergonha social. Os gregos utilizaram a pederastia como forma educacional para os jovens, Platão nos seus escritos teria dito que a pederastia carnal é "contraria a natureza", similar ao texto utilizado por Paulo em Rm 1:26-27.

Naquela época a mulher não possuiam um papel importante, ela era vista apenas como objeto de procriação e afazeres de atividades domésticas. Apesar da pederastia, era vergonhoso para um homem se comportar de forma afeminada, o homem adulto não podia ser o passivo na relação,  se um cidadão se comportava desse jeito era ridicularizado em público, e em alguns ia a julgamento podendo perder o direito de cidadão, e participar das atividades públicas.

No início da república romana, as relaçõe homossexuais eram punidas pela lei Scantinia, que proibia esta forma de relação, entretanto com o domínio de Roma sobre Grécia, os costumes gregos foram aos poucos sendo aceitos pela sociedade romana. Dessa forma surgiu relações homossexuais frequente do tipo amo/escravo, romano/não romano. As autoridades romanas tinha legitimado a utilização de escravo para satisfação sexual. A pederastia também foi adotado pelos romanos, embora já não existia mais o status de educação-juvenil, assim na cultura romana o jovem que aceitava estas praticas era chamado de "catamita" , "efeminado" em grego significa "malakos"  (1 Cor 6:9).

Tácito condenava as atividades sexuais gregas chamando-a de "amores vergonhos", na grécia alguns filósofos condevam a praticas de tais atividades considerando como pessoas fracas, rebaixando a um plano inferior, como as mulheres, escravos e os fracos.

Em nenhuma das sociedades antigas a homossexualidade foi encarada como algo normal, mesmo sempre houveram divergências quanto a esta prática.

Fica claro que a homossexualidade como entendemos hoje é totalmente diferente nas sociedades antigas, algumas das praticas modernas nem mesmo há tantos registros históricos, um desses casos é o lesbianismo, que excetuando a poesia de Safos, não há outra evidência sobre esta prática entre as mulheres.

Diante dessas informações cada um tira suas próprias conclusões sobre as praticas homossexuais dos tempos antigos e dos tempos modernos.

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