sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Batismo e suas origens

 A  palavra batismo vem do grego "baptizo" que significa mergulhar, imergir, submergir, para limpar por imersão, lavar, fazer limpeza com água. O exemplo mais claro que mostra o significado de baptizo é um texto do poeta grego Nicandro e médico, que viveu cerca de 200 AC É uma receita para fazer picles e é útil porque ele usa as palavras. Nicandro diz que para fazer um picles, o vegetal deve primeiro ser "mergulhado" (bapto) em água fervente e, em seguida, "batizados" (baptizo) na solução de vinagre. Ambos se referem os verbos a imersão dos vegetais em uma solução. Mas a primeira é temporária. O segundo, o ato de batizar o vegetal, produz uma mudança permanente. (Fonte: Blue Letter Bible - Léxico)

Muito já foi falado sobre o batismo na internet, neste artigo procuro fazer um breve resumo geral da origem e significados do batismo, sob vários aspectos, não pretendo defender nenhuma das formas de batismo, apesar de ter uma opinião formada sobre o assunto.

O batismo era utilizado como rito de iniciação nas religiões primitivas, os antigos gregos acreditavam que a água tinha algum tipo de vida, em outras partes a água era tida como santa, como é o caso do rio Ganges na Índia, tido como santo. No Egito, o rio Nilo a sua água era utilizada para cultuar Isis, os celtas e teutões também utilizam a água como rito de iniciação, os romanos utilizavam á agua para dar nomes e reconhecer a paternidade.

No batismo judaico, os judeus batizavam os prosélitos através da imersão na água e da circuncisão. O gentio, convertido, imergia sozinho na água, enquanto dois oficiais judeus aguardavam fora da água, esse procedimento indicava o ritual de iniciação do convertido ao judaísmo.

Para alguns João Batista fazia parte do grupo dos essênios, esses eram um grupo separatista do judaísmo, eram mais radicais que os fariseus e saduceus. Um dos motivos que levam a crer que João fazia parte desse grupo, é por causa do modo como se vestia, por viver fora da cidade, os essênios viviam em cavernas, e principalmente por causa do espírito separatista para com o restante do judaísmo. João Batista aparece anunciando a mensagem de arrependimento e da vinda do reino de Deus, e todos que confessavam os seus pecados eram batizados no rio Jordão (Mat 3:6-11). Não há que duvidar que João tomou por empréstimo o batismo dos prosélitos, como simbolismo do arrependimento dos pecados, por parte daqueles que se arrependiam.

É provável que os discípulos de João tenham sido batizados por João, mas não há nenhum registro sobre este assunto, nem quanto aos outros discípulos de Jesus. Entretanto deve ficar claro que o batismo apresentado por João não tem nenhuma ligação com o batismo cristão, apesar de ser utilizado o mesmo ritual. O batismo cristão tem aspectos muito mais amplo do que o batismo de João.

O batismo cristão significa a união do crente na morte e na resurreição de Cristo (Rom 6:3-4). Este processo envolve aspectos místicos como a espiritualização do crente, através do Espírito Santo que transforma a nossa natureza pecaminosa e nos leva a participar da vida espiritual de Cristo. Podemos considerar que o batismo cristão é simbolizado externamente pelo batismo na água através da imersão, porém não podemos considerar que o mesmo é essencial a salvação, vide o exemplo do ladrão da cruz, do apóstolo Paulo, e talvez de outros discípulos que não foram batizados. Alguns argumentarão que Paulo se chamava Saulo antes da conversão, e que esse poderia ser um sinal do seu batismo. Porém é sabido que o nome Saulo era um nome judeu e Paulo um nome romano, e já vimos que os romanos adotavam o batismo para dar nome e reconhecer a paternidade, então é possível que Paulo tenha recebido este nome ainda criança.

Não podemos negar o fato de que o batismo original cristão era realizado através da imersão, entretanto hoje há basicamente duas formas de realizar o batismo por aspersão e  imersão, este último pode ser realizado no batistério, no rio (como eu fui) e até escorrendo pelo toboágua, como foi anunciado por uma igreja.

Alguns defendem o batismo como um sacramento, assim como o faz a Igreja Católica, para esse grupo de cristão o batismo é necessário para a salvação, se assim fosse a igreja deteria o poder de salvar, pois eles deteriam quem pode se batizar ou não. Ainda bem que a salvação é pela graça e de graça.

Há determinadas igrejas que acreditam no batismo como um mandamento de Jesus e que devemos fazê-lo por obediência, porém algumas dessas igreja acabam institucionalizando o batismo, quando afirmam que somente o batismo deles é correto por ser realizado nos moldes bíblicos, há igrejas  que não aceitam o batismo de outras igrejas, principalmente aquelas que não foram realizadas por imersão, ao fazer isso esses acabam tornando o batismo como um sacramento, o que é um absurdo pois o batismo não salva ninguém, além de causar um certo desconforto nas pessoas que se mudam de igrejas. Embora tenha sido batizado por imersão e particularmente prefiro este tipo de batismo, não concordo com aqueles que fazem do batismo um sacramento institucionalizado, impossibilitando que determinado crentes não possam fazer parte da comunhão dos santos, isto porque eles não foram batizados segundo a convenção de determinadas igrejas. A igreja que frequentava, quando me converti, era uma dessas que acreditavam no batismo institucionalizado, que o correto era o realizar nos moldes originais, em água corrente, como rios e cachoeiras, pois em água corrente o pecado era levado embora pela correnteza, hoje penso diferente, concordo com apóstolo Paulo, que a verdadeira circuncisão é a do coração, alias Paulo não dava muito importância ao batismo, pois disse que Cristo não o enviou a batizar mais a pregar o evangelho (I Cor. 1:17).

 Em Marcos 16:16 está escrito "todo aquele que crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.", nesta passagem eu creio que o batismo ao qual Jesus está se referindo não é o batismo da água, mas sim o batismo espiritual, que é a ação do Espírito Santo na vida do convertido, é a verdadeira conversão, pois não há batismo sem transformação, assim como não há como crer em Jesus sem que haja uma transformação de dentro para fora.

Eu acredito no batismo como um simbolismo externo da nossa transformação interna, uma confirmação da nossa mudança de atitude, passando a aceitar uma nova vida. Mas não tenho a capacidade de dizer que a pessoa batizada por aspersão não tenha sido batizado, como acontece nas igrejas luterana e metodista.

No caso dessas últimas duas igrejas, elas também batizam crianças por acreditarem que a graça de Deus aceita-nos independente da nossa compreensão, porém não há base bíblica para tal afirmação, nem encontramos nenhuma alusão a este tipo de batismo infantil, este é o único tipo de batismo pelo qual eu não acho correto ser ministrado. Não porque não concorde que a graça de Deus é infinita e nos aceita de qualquer maneira, mas por acreditar que a salvação é individual e que depende da nossa ação de crer em Jesus Cristo como Salvador. Quando criança fui batizado na Igreja Católica, mas desde criança eu questionava meus pais sobre este batismo, mesmo criança e sem conhecer o evangelho eu me recusava a aceitar o batismo católico e assim foi até o dia que finalmente fui batizado em Cristo Jesus e por decisão única e exclusivamente minha (é claro que com a ajuda de Deus).

Graça e Paz

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

O dízimo e as ofertas

 O  que é mais importante? O dízimo ou a oferta?

A oferta tem mais importância para Deus do que o dízimo, a oferta vem do coração,  o dízimo veio através da lei (Num. 18:21,24).

O Dízimo foi instituído para o povo de Israel e tudo quer era recebido era repassado para a tribo de Levi como forma de pagamento pela prestação de serviço (Num 18:21), pois os levitas não tiveram herança na terra prometida, antes receberam a herança do Senhor através do dízimo (Num 18:24).

Quando Caim e Abel apresentaram oferta, Deus se agradou mais da oferta de Abel (Gen 4:3-5), o texto não faz menção sobre Deus ter feito o pedido da oferenda, mas é provável que Adão fizesse ofertas a Deus e ensinou os filhos a fazerem o mesmo, contudo porque a oferta de um é aceita e a do outro não? Por que isso aconteceu? A julgar pela reação do Poderoso, Abel fez ofereceu com o coração, com amor e não por obrigação, mas Caim apresentou uma oferta resignado, sem intenção, sem vontade, por pura obrigação.

O dízimo foi instituído por Deus para um propósito e o principal era ser de herança para os da tribo de Levi, pois os mesmo não recebera a promessa da terra prometida.

O dízimo continua valendo até os dias atuais, mas somente para os Judeus, para aqueles que foram salvos pela graça em Jesus Cristo, a velha lei foi revogada, incluindo os dízimos.

Entretanto o NT traz um novo conceito sobre as ofertas, ao lermos Mc 12:42 e II Cor 8 e 9 vemos um coração que contribui livremente, sem cobrança, sem coação, contribuem de forma alegre, espontânea e amorosa.

O que vemos hoje em dia, nas igreja modernas é a prática do dizimo capitalista realizado em nome de Deus, como se Deus precisasse de dinheiro para salvar ou abençoar as pessoas. E se o indouto não é abençoado por estar pagando o dízimo é porque esta em pecado? Pode isso? Infelizmente a falta de conhecimento esta fazendo com que muitos acabem sendo enganados por pastores lobos em pele de cordeiro. Não se deixe enganar leia a bíblia, ela é o manual do proprietário, a bússola que nos dá a direção correta.

Aqueles que defendem a doutrina do dízimo no novo testamento baseado em textos com a palavra dízimo, mas o contexto e totalmente contra o que utilizam estes textos como pretexto.

Em Mt 23:23 Jesus condena as atitudes legalistas dos fariseus que se importavam mais em dar o dízimo do que agir com misericórdia e fé, já o texto em Lc 18:10-14 fala sobre o orgulho e humildade, nada tendo haver em pagar o dízimo e por último, os defensores do dizimo no NT utilizam Hebreus 7 para defender que Abraão deu dízimo a Melquisedeque, e que devemos fazer o mesmo, mais o contexto do capítulo não é o dízimo e sim o sacerdócio e senhorio de Cristo.

Infelizmente há aproveitadores que utilizam a fé de alguns para aumentar a receita das Igrejas Empresas, que prometem riquezas, abundância, que merecem o melhor desta terra por ser filho do Rei, etc. Também há aquelas pessoas interessadas em obter riquezas e prosperidade com facilidade e acabam fazendo do reino de Deus um investimento, esperando riquezas,estas pessoas pagam o dízimo e ofertam esperando um retorno de 90% sobre o que investiu, isso quando não querem mais. Querem CONTRIBUIR mensalmente com 10%, faça com alegria de coração, sem coação, sem achar que esta em pecado, que Deus irá te abandonar, que será infeliz, que você esta roubando a Deus. Contribua conforme o seu desejo, conforme suas posses, etc.

Porém, há aqueles que utilizam textos como este, para justificar a sua atitude de não contribuir, este texto não é para justificar quem quer ser um CONTRIBUINTE da igreja, mas para desmistificar a pregação sobre o dízimo nas igrejas atuais.
Graça e paz.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Novo casamento e a Graça


 C erta vez um homem casado, cristão, divorciou-se porque o amor havia acabado, então encontrou com uma irmã do seus sonhos, casou novamente e teve dois filhos, estava feliz com a nova família, até que certo dia meditando na palavra de Deus leu em Mat 5:32 - "Mas eu lhes digo: todo homem que mandar a sua esposa embora, a não ser em caso de adultério, será culpado de fazer com que ela se torne adúltera, se ela casar de novo. E o homem que casar com ela também cometerá adultério.", então achou que estava em pecado por ter casado novamente sem uma justificativa bíblica. Expôs seu problema para a atual esposa e disse que precisava resolver esta situação, que ele não podia ficar assim, que era errado. Procurou a primeira esposa e mostrou o texto de Mateus e convenceu a ex-esposa que estavam vivendo em desacordo com a palavra, portanto em pecado. Resolveram se acertar perante Deus, o homem largou a nova família, sua esposa e os dois filhos, sob pretexto de que precisava se arrepender e voltar para o primeiro casamento.

E como fica a nova família, a esposa e os filhos do segundo casamento? Será que foi correto o que este homem fez? O que a bíblia nos diz?

Há situações em que o divórcio pode ter ocorrido conforme as instruções bíblicas, por infidelidade (Mat. 5:32) ou porque um dos cônjuges não cristão desejou a separação (1 Cor. 7:15), em ambas as situações o quadro apresentado é justificado pelas escrituras como motivo para o divórcio, mas e quando não ocorreu nenhum desses motivos? Aliás este foi o assunto do último post.

Graças a Deus, graça é de graça, não depende das nossas ações, da nossa vontade, pois se dependesse da nossa vontade, da nossa força, jamais seríamos alcançado pela graça e jamais seriamos justificados por Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador, por meio do qual nós nos tornamos filhos adotivos e participantes da mesma promessa dos Judeus.

Mas qual é a relação da graça com o novo casamento? Ora, tem tudo haver, pois se não fosse esta graça, estaríamos em desgraça e em pecado, além do mais como justifica um novo casamento ser mais abençoado por Deus que o primeiro? Somente a graça para fazer algo assim. Alguns irão questionar a legitimidade o novo casamento, que isto é fora dos padrões bíblicos, que é pecado, etc. O próprio Jesus, disse que quem repudia sua esposa(o) e casar com outra(o) comete adultério ((Mat 5:32). Por isso que a graça é formidável, é maravilhosa, não olha para nossas ações, indepedente do que somos, do que fizemos ou fazemos. Mas nem por isso vou sair cometendo todos os pecados que tenho direito, para que a Graça me alcance novamente? Não estou afirmando que é por isso que os irmãos que estão no segundo casamento estão justificados diante de Deus, pelo contrário todos de alguma maneira estão sofrendo as consequências de seus atos. O meu foco é sobre como a graça de Deus, transforma algo incompreensível pelo homem em algo formidável diante do próprio homem.

Vejamos o exemplo de Davi, que tinha um coração segundo a vontade Deus. O grande Rei Davi, mandou Urias para uma batalha aonde sabia que este seria morto, querendo ocultar seu pecado, pois Davi tinha adulterado e engravidado a esposa de Urias (2 Samuel 11). Como nada fica encoberto diante de Deus, veio então a conseqüência das ações de Davi, o filho da infidelidade morreu (2 Sam 12:13-19), mas a graça superabundou onde o pecado abundou, Davi e Bateseba, a ex-esposa de Urias, foram pais de Salomão, o homem mais sábio que já existiu e que o mais incrível é que este filho foi contado na genealogia de Jesus (Mat 1:6). Isso é a graça de Deus agindo em um casamento que foi inicialmente ilegal, e olha que era na época da Lei. Pela Lei tanto Davi quanto Bateseba deveriam ser punidos com a morte, mas a graça foi maior e os preservou.

Infelizmente o homem mencionado no início do post era um legalista, deu mais importância a letra do que para a graça, com isso a segunda separação foi pior que a primeira, está mais errado agora do que antes, mas o que fazer? A dor da primeira separação era passado, as conseqüências estavam sendo cicatrizadas, mas agora uma ferida maior abriu no coração daquela família que foi destroçada por uma atitude legalista, separar da segunda esposa com a justificativa de que precisa reatar o laço da primeira união. Mas e a segunda esposa? 

Então pela graça devemos agir com um filho graça e não como um filho da lei. Mesmo na época da graça há muitas pessoas que insistem em criar leis, tradições, rituais, dogmas onde apenas a graça deveria reinar. Arrependam-se verdadeira para que a graça possa curar feridas e libertar almas.

Graça e Paz

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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Divórcio

 U m amigo pediu minha opinião sobre o divórcio para um casal sem filhos que desejavam se separar por ter "acabado" o amor, embora não houvesse infidelidade de ambas as partes. Na hora lembrei de algumas passagens bíblicas sobre esta questão, passagens como quando Cristo disse que a carta de divórcio foi dada por causa da dureza do coração dos homens (Mt. 19:8), mas que somente pela infidelidade é permitido o divórcio e que o homem e a mulher que se divorciam não podem casar-se novamente, pois se assim fizerem cometem adultério (Mt 19:9).

Esta é a orientação dada por Jesus aos discípulos quanto a questão do divórcio, o que vai além disso é dureza do coração.

Na mesma conversa ele me fez a pergunta: O que é o Amor? É um sentimento?

Estava prestes a responder que o amor é um sentimento, quando lembrei que o amor é um dom concedido por Deus, que é o maior de todas as virtudes (1 Cor 13:13). Como o amor é uma virtude (dom), devemos pratica-lo constantemente, quanto mais exercitarmos o amor, maior será a nossa capacidade de amar.

O amor pode acabar? Creio que não, mas ele pode esfriar e adormecer dentro de nós, pois a pratica leva a perfeição e falta dela leva a imperfeição. O amor precisa ser cuidado, cultivado, precisa ser recíproco para crescer em nós.

Já tive a oportunidade de ver a restauração de casamentos que após uma crise foi transformado após o marido e a esposa gastarem tempo cuidando um do outro, cultivando o amor, mas também já vi casamentos desfeitos porque o amor esfriou, não houve cuidado de ambas as partes em manter as chamas acesas, quando isso acontece o sentimento de infelicidade é grande, e a alternativa que esses vêem é somente o divórcio.

Há casamentos que são totalmente restaurados mesmo na incidência da infidelidade, o que para mim é uma prova de amor ainda maior, pois como diz a bíblia o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Cor 13:7). Quem perdoa o infiel e se propõe a permanecer casado, pratica o maior de todos os amores, o amor ágape, ele se torna semelhante a Deus (Jo 3:16), não julga, apenas ama incondicionalmente, sem interesse próprio, ama sacrificando-se pela família, este é o amor sublime e especial que devemos desejar.

Mas o que fazer quando pessoas que amamos em Cristo desejam se separar pela "falta de amor"?

Adiantará acusarmos estas pessoas de pecadoras? Que estão em pecado se separando? Podemos julgá-los por tomarem tal decisão? Quando fazemos isto não nos tornamos hipócritas tentando tirar o cisco do olho de outra pessoa, enquanto temos uma trave em nossos olhos? E mesmo se não tivéssemos trave nenhuma nos olhos, também não teríamos direito de acusá-los, por que não somos juízes.

Há somente uma coisa a fazer, agirmos como "filhos da graça" e orarmos para que a vontade de Deus seja feita e não a nossa. Se Ele é perdoador, quem somos para não perdoar?

Graça e paz.
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